sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ROS (ROBOT OPERATING SYSTEM) EM ROBÔS MOTOMAN

Quer dizer, mais ou menos. Leia o artigo (em inglês) e depois volte aqui. Eu te espero.

Já falei do ROS por aqui (e aqui também).

Se você é preguiçoso, eu te ajudo: basicamente, o ROS é uma espécie de Linux* para robôs industriais. Apesar da comparação O ROS ainda não é um sistema operacional per se. É um framework, uma série de bibliotecas e ferramentas opensource para a geração de programas.

A idéia é muito bacana, mas como disse nos posts anteriores, também compartilho(-lhava?) da opinião de Samuel  Bouchard e acredito(-tava?) que os fabricantes, clientes e integradores não iam abrir mão do sigilo, um dos pilares fundamentais dessa Babel tecnológica também conhecida como automação industrial.

Entretanto, se um dos cachorros grandes resolve entrar na dança, é porque aí tem.

O artigo diz que a Motoman vai tentar adaptar o ROS a um modelo específico - um SIA20 - mas acredito que o correto seria dizer que o port será para o controlador NX100.

De qualquer maneira, acho que o ROS será apenas mais um feature, e não vai substituir o sistema da Motoman.

Bom, pelo menos por enquanto.

Deixando de lado o romantismo que normalmente vêm à tona quando o assunto é software livre (fique tranquilo, estou falando de mim mesmo), acredito que um sistema estável e um pouco de crowdsourcing sejam uma alternativa melhor do que desenvolver sistemas proprietários por conta própria, ou utilizar sistemas proprietários de outras empresas (KUKA+Windows Embedded). O que dá dinheiro aos fabricantes é o hardware, e não o software. E no final das contas a parte sigilosa da coisa seria resolvida com os (nem tão) bons e velhos Binary Blobs.

Enfim, estou curioso para ver onde isso vai dar.

*apesar de ser técnicamente correto, ficar escrevendo GNU/Linux é viadagem demais para o meu gosto.

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