quinta-feira, 2 de maio de 2013

ROBÔS INDUSTRIAIS CHINESES

Sempre tive enorme curiosidade em saber QUANDO os chineses começariam a desenvolver seus próprios robôs industriais.

Ao que parece, eles já começaram. E não foi ontem.

Este excelente artigo (em inglês), escrito por Ilian Bonev, dá várias pistas sobre a situação da robótica industrial naquele país.

Alguns tópicos pinçados aleatoriamente do texto:

- Entre 2009 e 2001 a "população robótica" chinesa quase quintuplicou.
- Quem está encabeçando esse movimento é a Foxconn, famosa no mundo todo por fabricar os gadgets da Apple. Não é exatamente uma novidade empresas desenvolverem robôs industriais para suprirem suas próprias necessidades. Foi assim com os primeiros robôs industriais, e ainda será assim em muitos casos. Além da Foxconn, foram citadas também as fabricantes GSK e ESTUN, das quais eu nunca tinha ouvido falar.
-  O TP que a Foxconn quer patentear nos EUA, com joystick e tela touchscreen, me lembra muito um certo Flexpendant.
- Um detalhe que me chamou a atenção: segundo essa brochura de 2008 (também linkado no artigo original), o controlador do Foxbot é (ou era) PC based.

Enfim, qualquer país que se leve a sério tem que ter, no mínimo, o know-how para produzir suas próprias ferramentas e bens de consumo. Mas, se tratando da China, isso sempre toma proporções mastodônticas.

Ainda me lembro de uma certa discussão no Linkedin,  onde um dos participantes afirmou que os chineses estavam trazendo material de construção para o Brasil. Isso mesmo: MATERIAL DE CONSTRUÇÃO. Não sei até que ponto isso era/é verdade, mas não canso de me impressionar (no bom e no mal sentido) com a gana manufatureira chinesa.

Aliás, o artigo do Ilian me lembrou de outro assunto que estou para abordar por aqui há muito tempo, mas sempre acabo postergando: a UNIVERSAL ROBOTS. Mais sobre isso qualquer dia desses.

4 comentários:

  1. Engraçado como isso é exatamente um exemplo que li numa cartilha de economia, da turma neoclássica, ainda por cima. ;-)

    A automação ocorre quando o custo do trabalhador (que não é salario, mas seu custo global, incluindo erros humanos, sabotagem e potencial de conflito politico) se torna maior que uma alternativa mecanica (ou qualquer outra, seja volta do uso de escravos, servos ou terceirização / globalização). Assim, maquinas são usadas quando é a opção menos ruim. Mesmo no caso chines, existe um limite de exploração, pois um humano médio não trabalha além de 72 horas sem parar, não importa o grau de motivação aplicado, seja ameaça de morte, tortura ou uso de drogas. E bem antes, o nivel de erros aumenta muito...

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  2. Trabalhei alguns meses em uma empresa que era dividida em três unidades: uma utilizava injetoras de EPP (uma espécie de isopor para absorver impacto). Era um equipamento moderno, caro, e que vivia dando problemas. A segunda unidade fazia anteparos d'água, uma espécie de isolante que vai na porta dos carros. Eles tinham dois robôs. A terceira unidade fazia peças de espuma. Era completamente artesanal. E essa última unidade era responsável por cerca de 70% do faturamento dessa fábrica.

    Mas a questão é que o preço dos robôs caiu meteoricamente na última década. Em 2001, um robô industrial comum custava o preço de uma casa muito boa. Hoje, dependendo de alguns fatores, pode sair pelo preço de um carro muito bom. Ainda é muita grana, mas estão bem mais em conta. Também há custos indiretos (comissionamento, periféricos, peças de reposição, etc), mas é mais fácil empresas menores adquirirem esses equipamentos.

    No Brasil, inclusive, está surgindo um mercado que já existe há algum tempo nos EUA, na Europa e no Japão: robôs industriais usados. É possível encontrar alguns até no Mercado Livre, hahaha!!!

    http://lista.mercadolivre.com.br/rob%C3%B4-industrial

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  3. Anota aí, em breve o DealExtreme terá sua própria fábrica robotizada, fabricando e vendendo robôs e... isso nunca acaba bem!

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    1. Velho, há tempos venho matutando um post justamente sobre as facilidades modernas de se construir um robô industrial. Muitos dos componentes já podem ser comprados separadamente. O que um novo fabricante tem que fazer é colocar um "algo" mais, ou então encontrar um nicho pouco explorado.

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