segunda-feira, 29 de março de 2010

ROBOCOASTER FAVELA RELEASE S(AFE)

Lembra do Robocoaster Favela Release?

O pessoal da Carat fez o que todo bom (e endinheirado) integrador *deveria* fazer antes de comissionar qualquer equipamento: simulou o famoso " robot ride" no FAMOS robotic, sua ferramenta de Simulação/OLP.



A propósito, algum usuário sul-americano dessa ferramenta querendo trocar umas figurinhas?

sexta-feira, 26 de março de 2010

UEX 1.1.0.0


Pra você não se confundir, quando eu escrever UEX, estou me referindo à versão Linux. E quando for UltraEdit, estou me referindo à versão para Windows, certo?

No mundo GNU/Linux existem vários editores de texto fantásticos. Alguns deles são, inclusive, mais velhos que os próprios sistemas operacionais. Estão aí o Vim e o Emacs, com décadas de estrada, que não me deixam mentir. Entretanto, essas duas incríveis ferramentas operam num nível que remonta aos primórdios da computação, pré-mouse e mesmo pré-interface gráfica, exigindo um nível de desprendimento muito grande por parte dos usuários neófitos, e nem todo mundo está disposto a reaprender uma nova maneira de fazer algo que, bem, deveria ser uma atividade corriqueira num computador.

Além disso, como já disse em outras plagas digitais, a área de automação industrial é Windowscêntrica por natureza.

O UltraEdit é, com certeza, o editor de textos mais famoso do Windows (o Bloco de Notas é um brinquedo, e o Word, meu amiguinho, é um PROCESSADOR DE TEXTOS, an other beast, como dizem os americanos).

Comprei uma licença assim que o software saiu em novembro do ano passado, e depois de utilizá-lo numa base diária, tenho alguns comentários a respeito. Estou usando a versão 1.1.0.0 no Ubuntu 9.10 (64 bits).

CODIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS

Por default, o UEX exibe todos os arquivos como se tivessem codificação UTF-8. Mesmo aqueles que não tem essa codificação.  Isso significa que em arquivos gerados com outras codificações (como a ISO-8859-1), os caracteres acentuados não são mostrados corretamente. E ainda há um efeito colateral: a Function List para de funcionar, a partir do primeiro caractere "estranho".

Para contornar o problema, existem, até agora, três alternativas:
1) abrir o arquivo de dentro do UEX e selecionar a codificação.
2) abrir o arquivo e, através do menu View > View As (File Encoding..) selecionar a codificação desejada.
3) criar um script bash para fazer a chamada do programa, indicando que todo arquivo deve ser aberto/visualizado como ISO-8859-1 (ou a codificação que você preferir).

Particularmente, acho isso bem contra-producente, uma vez que a idéia de trocar diversas ferramentas por uma única é justamente ganhar produtividade. No Windows, o UltraEdit tem reconhecimento automático de codificação. Até o Leafpad consegue reconhecer automaticamente a codificação dos arquivos! Se a IDM quer mesmo trazer toda a experiência do GNU/Linux para o UltraEdit, é melhor resolverem esse detalhe.

CONFIGURAÇÕES

O programa não memoriza as últimas configurações que fiz. Um exemplo simples: para editar código, eu desativo a quebra automática de linha (word wrap). Mas para editar textos simples, notas e outros agrupamentos de caracteres que não são necessariamente código para máquinas - coisa que faço com frequência, aliás - prefiro deixá-la ativada. Mas, basta fechar o programa para perder algumas dessas pequenas configurações. A partir do UltraEdit 14.00 é possível, inclusive, criar perfis de utilização diferentes, assim como importá-los exportá-los.

WORDFILE

Desde versões imemoriais, o UltraEdit trabalha com os famosos wordfiles, arquivos que contém as configurações para destacamento de sintaxe, "code folding", function lists e por aí vai.

Até a versão 14 do UltraEdit, o programa carregava um wordfile de cada vez, sendo cada wordfile capaz de armazenar as configurações para até vinte linguagens diferentes. Se, no pouco provável caso, você precisasse utilizar uma linguagem que não esteja entre as vinte pré-configuradas, basta alterar o wordfile, através de uma caixa de diálogo.

Mas a partir da versão 15, a IDW desenvolveu uma solução que considero mais esperta: agora, ao invés de vasculhar apenas um arquivo com várias configurações, o UltraEdit procura pelos parâmetros de configuração dentro de uma pasta. Então, ao surgir uma nova linguagem, basta criar um novo wordfile para ela e adicioná-la dentro dessa mesma pasta. Bem mais prático, pra quem tem que ficar trabalhando com vários tipos de linguagens e arquivos de configuração, o que, não por acaso, ocorre com a maioria dos robotistas.

Contudo, essa primeira versão do UEX, que foi lançado APÓS o UltraEdit 15, ainda manipula os wordfiles do jeito antigo. Embora não seja o fim do mundo, acho que esse era um recurso que já poderia ter sido adicionado.

Já na parte funcional, notei que, quando se altera o wordfile que está sendo usado, as alterações só são ativadas após se reiniciar o programa. Se não me falha a memória, no UltraEdit as mudanças são imediatas.

AUTO-COMPLETAR

O UEX ainda não tem o recurso de auto-completar de acordo com a linguagem. Só pra variar, o UltraEdit já tem.

ABAS COLORIDAS

Nas versões mais recentes do UltraEdit, arquivos com extensões diferentes são exibidos em abas com cores diferentes.

COMPARAÇÃO

Mais uma vez, existem ótimas ferramentas de comparação no GNU/Linux (eu uso o KDiff3).

A IDM também produz o UltraCompare, mas o UltraEdit sozinho é capaz de comparar arquivos através de uma versão lite do UltraCompare, que vem "embarcada" no programa, e seria uma boa ter o UEX também ter essa capacidade.

DOCUMENTAÇÃO

A documentação, tanto no site, quanto na própria ajuda do programa tem alguns atalhos incorretos. Ou melhor, não indicados corretamente. É que existem várias possibilidades de layout de teclado (Gnome, KDE, Windows ou Emacs), e aqueles indicados na documentação equivalem aos do Windows, enquanto o layout que default, no meu caso, que uso Ubuntu, foi o do Gnome. O atalho para inserir bookmarks, por exemplo, que no Windows (e na documentação) é Ctrl+F2, no meu computador estava como Ctrl+D. Acho que, no caso do UEX, isso deveria ficar mais explícito.

BUGS

Ao tentar abrir um arquivo .dat que estava dentro de um arquivo zipado, o UltraEdit simplesmente travou.

Se o Compiz está habilitado, o UEX, comporta-se de maneira estranha. Às vezes, começo a editar um arquivo. Aí me lembro que a quebra de linha não estava selecionada (veja em CONFIGURAÇÕES). Então seleciono a quebra de linha, continuo editando o arquivo, e quando o texto chega na borda da tela e, teoricamente, deveria continuar na próxima linha, o programa simplesmente se fecha, sem salvar o meu trabalho. Na versão 1.1 isso ficou menos frequente, e ainda não consegui identificar um padrão. Mas, mesmo assim, não dá.

CONCLUSÃO

Confesso: depois de esperar ansiosamente pelo lançamento do UEX, fiquei meio decepcionado com as primeiras impressões que tive.

Continua sendo uma ferramenta muito superior à média, e houve bastante progresso entre a versão 1.0 e a 1.1, mas ainda pode melhorar bastante.

O UEX está empacotado para quatro das principais distros GNU/Linux (Ubuntu, Fedora, OpenSUSE e Red Hat), 32 e 64 bits. Há também um .tar genérico para outras distribuições.

No momento em que publico esse post, o preço do software é de US$ 49,95, com direito a um ano de upgrades.

terça-feira, 9 de março de 2010

KUKA ROBOTIC TOUR

Se marketing fosse o único fator determinante no mercado, a KUKA já teria pisoteado seus concorrentes há muito tempo.

Pode ser - e aqui estamos entrando nos domínios do mais puro achismo - devido ao fato de que, entre todos os fabricantes, é a única empresa que tem a fabricação de robôs industriais como seu negócio principal.

Esse link, por exemplo. Um site em flash que, se não apresenta nenhuma novidade para quem já é do metier, pode ser muito interessante para curiosos em geral.

domingo, 7 de março de 2010

COMO NASCEM OS FANUCS

Esbarrei nesse vídeo (que não está no canal oficial da empresa), onde são mostradas várias etapas da fabricação de um robô Fanuc.

O interessante é que, com algumas poucas exceções, há apenas robôs fazendo robôs.

De todos os vídeos e prospectos que já vi detalhando a fabricação de robôs industriais, esse é o que mostra menos trabalho manual.



P.S.: achei um barato a voz "robótica" da locutora.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ROBOTISTA, PROFISSÃO DO FUTURO



Segundo um artigo de 2007 do CNN Money.

Ok. O artigo já tem mais de dois anos, o resultado da enquete preenchida pelos leitores (cujo resultado só é visível após você votar) não é lá dos mais animadores, e eles pegaram como exemplo um cara que trabalha para um fabricante, e não pobres freelancers como eu, mas, enfim...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VIRTOBOT



Num artigo recente do site da revista inglesa New Scientist, li sobre o Virtobot (que, sabe-se lá porque, é chamado de VirtIbot durante todo o texto).

O Virtobot é um dos alicerces de uma técnica que vem sendo paulatinamente adotada na medicina legal de alguns países: as virtópsias.

A virtópsia consiste em três etapas:

Primeiro, um robô industrial escaneia o corpo da vítima com uma câmera capaz de gerar um modelo 3D da superfície do mesmo.

Depois, o corpo é posto dentro de um tomógrafo computadorizado, que, através de raios-X, gera imagens do interior.

Por fim, amostras de tecido e fluídos são coletadas através de biópsias feitas com agulha.



Isso evita que o corpo sofra maiores danos - o que pode ser desconcertante para algumas famílias (obviamente, isso se aplica apenas a mortes não violentas). Também há um ganho de precisão no processo. Por último - e, talvez, o motivo mais importante - avirtópsia é gravada e pode ser consultada o número de vezes que for necessário, por diversos patologistas diferentes.

A princípio, não há diferença gritante entre o Virtobot e algumas aplicações utilizadas na indústria, como medição a laser ou sistemas de visão.

O texto deixa bem claro, mas é sempre bom lembrar: o Virtobot é um robô industrial normal, e não um desses robôs-cirurgiões que estamos cada vez mais acostumados a ver por aí.

Um robô-cirurgião é uma extensão das mãos do médico que o opera. Ele não trabalha através de programas ou rotinas, ou seja, ele só se movimenta quando o médico ordena. É uma ferramenta para dar mais precisão às mãos do cirurgião.

Já o Virtobot, após ter definidos alguns pontos de calibração, trabalha sozinho, executando trabalhos repetitivos, como seus primos da indústria.

De qualquer forma, fiquei curioso para saber mais detalhes sobre o robô utilizado.

Abaixo há um vídeo de 30 segundos - que pode ser desconcertante para alguns - onde se mostra a virtópsia do crânio de uma vítima de suicídio.