sábado, 7 de março de 2020

Comentários do blog

Oi, pessoal!

Vou desativar os comentários do blog.

Não porque não goste das pessoas comentando por aqui.

Mas depois que o Google resolveu implodir o Google+, eu tenho basicamente, três possibilidades para habilitar esse recurso:

- Qualquer pessoa, sem nenhum tipo de identificação: não funciona.

- Membros do blog: não aplicável nessa situação, já que o único colaborador do blog sou eu mesmo.

- Pessoas com conta do Google: é a opção que está habilitada hoje, mas como também não existem mais perfis públicos do Google (que foram implodidos para dar lugar ao Google+), as pessoas tem que, explicitamente, optar por tornar seus perfis públicos. E como quase ninguém aqui faz isso, eu simplesmente não sei mais quem faz os comentários por aqui.

De uns tempos pra cá, todos vocês são Unknown. 😀



Existem alguns sistemas externos de comentários que poderiam ser implementados por aqui. Num futuro próximo, talvez eu tente isso, mas, para contornar essa situação e também permitir uma interação maior com e entre os leitores do blog, criei um grupo no Telegram que vai fazer as vezes de sistema de comentários, mas não vai se restringir somente a isso. Quaisquer conversas voltadas à robótica industrial e tecnologias relacionadas são bem vindas.

O link do grupo é esse aqui.

Vejo vocês por lá!

sexta-feira, 6 de março de 2020

Industrial Robotics (simple) Database, e algumas considerações sobre a robótica industrial em 2020






Já ouviu falar do IRsDB? Não? Como assim?

O Industrial Robot (simple) Database, apesar do nome pomposo, é uma planilha (em inglês), onde reúno links relacionados à robótica industrial.

Pode ser acessado aqui:

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1LLdw8BFNUaGyKOJm1WSeYD6KDxYrrIbCiwrU3LSQfRU/edit#gid=1620568682

ou aqui

http://bit.ly/roboticsdb

Começou como uma brincadeira e, apesar de ocasionalmente esquecer que ela existe, sempre dou uma consultada na mesma.

Após esse último update, fiquei impressionado com os números. A aba Brands tinha listada cerca de 40 fabricantes. Agora são 79.

Notem que são 79 fabricantes que eu sei que existem. Com certeza há muitos outros que ficaram de fora.

Há diversos fatores que devem ser considerados. Algumas empresas, por exemplo, oferecem produtos feitos por outros fabricantes, com algum tipo de customização. É o caso dos robôs da Bosch, da chinesa Efort, ou da Precise Automation, só para citar alguns exemplos. Mesmo assim, os números impressionam.

Ao meu ver, esse aumento expressivo nos últimos anos se deve a três fatores.


COBOTS


Os queridinhos da indústria 4.0.

Robôs mais simples, mais fáceis de programar, de manter, que conseguem trabalhar ao lado de seres humanos sem (quase) nenhuma restrição e que, após o período de “estranhamento”, foram aceitos pelo mercado como novo paradigma.

Uma analogia que eu sempre faço é que, se os robôs industriais convencionais são computadores normais (PCs), os cobots são smartphones.

Guardadas as devidas e óbvias exceções, os cobots fazem quase tudo o que um robô industrial da mesma categoria faz, e algumas vezes, fazem até melhor.

Algumas projeções mostram que em 2023, a quantidade de cobots encomendados e instalados vai superar a quantidade de robôs industriais convencionais.


CHINA


A base manufatureira da China é imensa.

E para alimentar um mercado desses, só um grande parque de fornecedores / fabricantes.

A Foxcon, por exemplo, usa robôs industriais desenvolvidos internamente, e sobre os quais muito pouco se sabe aqui no ocidente.

O mercado chinês tem muitas peculiaridades: fabricantes que mudam de nome do dia para a noite, fabricantes que revendem/produzem, sob licença, produtos de outros fabricantes, produtos que em teoria não atendem padrões de qualidade/segurança vigentes em outras partes do mundo, e por aí vai.

Mesmo assim, boa parte dos fabricantes chineses não são conhecidos fora de seu país de origem, justamente porque o abastecimento do mercado interno é o suficiente para mantê-los operando.


ROS / LINUX


O ROS (Robot Operating System) é uma iniciativa cujo o objetivo é criar uma plataforma comum para programação/simulação de diversos tipos de robôs. E o ROS-I (ROS-Industrial) é um desdobramento do ROS, voltado especificamente para robôs industriais.

Desde a criação do ROS-I, alguns fabricantes tradicionais começaram a investigar essa possibilidade.

Alguns cobots são programados/controlados exclusivamente via ROS/ROS-I. E esse número está aumentando aos poucos.

Recentemente foi liberado o ROS2, que é uma tentativa de abranger uma gama maior de equipamentos que podem ser incluídos na categoria robô.

E aí entra outro aspecto interessante: alguns cobots, incluindo o maior expoente da categoria, são controlados por sistemas operacionais Linux.

Do ponto de vista do mercado, isso faz sentido: se você é um novo player, a possibilidade de já contar com uma base de software mais ou menos pronta já representa alguns passos dados.

Enfim, está sendo uma época interessante para a nossa área.

P.S.: caso você não queira ou não possa acessar o Google Spreadsheets, a planilha pode ser baixada em diversos formatos, entre eles o .xlsx (Excel) e o .ods (LibreOffice/OpenOffice).

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Você sabe perguntar?






A Internet e as tecnologias que vieram à reboque permitiram uma conectividade nunca vista, e um dos desdobramentos disso foi a criação de fóruns, grupos de WhatsApp, grupos no LinkedIn e diversas formas de associação, nos quais o objetivo é a troca de informações técnicas.

Traduzindo: ajudar e ser ajudado.

Eu já passei por diversos desses grupos, ainda frequento alguns, e uma característica comum em todos eles, inclusive nos grupos internacionais, é a inabilidade de muitos pessoas em fazer a pergunta adequada, quando precisam de ajuda na resolução de um problema.

Na maioria das vezes, o que chega é uma foto desfocada, com a legenda " o que pode ser isso"?

Isso o quê?

O interlocutor não disse o modelo do robô, a versão do software, a aplicação, se tem alguma customização, se no log de falhas existe mais alguma outra falha associada (spoiler alert: normalmente existe), o que aconteceu antes daquela falha, e por aí vai.

Então, a pergunta que deveria ter desencadeado a resposta, acaba desencadeando outras perguntas - que já deveriam ter sido respondidas - começa a gerar ruídos, e pode ainda desviar o foco do problema original, visto que uma pergunta vaga pode deixar espaço para outras interpretações.

Um exemplo.

Uma pessoa lança uma pergunta em um grupo de WhatsApp:

"Estou tendo dificuldades para inserir dois cartões no Beckhoff. Como faço isso?"

A pergunta não está clara.

Não sabemos o que controla esse módulo Beckhoff. Não sabemos onde ele está montado. Não sabemos o modelo, nem do módulo, nem do cartão. E por aí vai.

Alguém menciona o TwinCAT, que é a ferramenta padrão da Beckhoff. Mas normalmente essa ferramenta é usada quando a CPU também é Beckhoff.

Como era em um grupo de robótica e esse assunto já tinha sido discutido uns dias antes, as suposições - que se provaram verdadeiras - eram de que fosse o módulo que vem montado na maioria dos controladores KRC4. Daí para frente, a conversa fluiu. Mas até se chegar nesse ponto, rolaram muitos assuntos paralelos.

Não seria muito melhor e mais rápido ter recebido uma pergunta do tipo: Como faço para inserir mais dois cartões de IO EL1809 e EL2809 no módulo Beckhoff EK1100 que fica dentro do armário do KRC4?

Já presenciei diversos casos onde a solução veio da própria pessoa que estava em dúvida, porque a mesma se fez perguntas sistemáticas e nesse processo acabou desconstruindo o próprio problema.

Por outro lado, se a pessoa que precisa de ajuda não não se deu ao trabalho de juntar o mínimo de informações possíveis antes de perguntar, por que as outras deveriam gastar o tempo delas tentando resolver aquele problema?

Pensar antes de perguntar. E se precisar perguntar, perguntar com assertividade.

As respostas serão melhores e mais rápidas.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Tutorial ABB Yumi

Tutorial (em inglês) do ABB Yumi.

Não consegui ver direito, mas me pareceu bem interessante.

https://new.abb.com/products/robotics/service/training/tutorials

domingo, 13 de outubro de 2019

Formulários inline no WorkVisual 6.0.4

Depois de tantos anos e tantas versões, a KUKA finalmente trouxe a possibilidade de editar programas KRL através de formulários inline dentro do WorkVisual.

O que pouca gente sabe é que esse recurso estava presente nas primeiras versões do WoV.

2.0.x e 2.1.x, pra ser mais exato.




Mas a implementação era rudimentar, e os formulários inline serviam apenas para inserir instruções no programa. Não era possível editá-las posteriormente através deles.

Dessa vez o recurso está mais robusto. É possível inserir e editar as instruções.





Por enquanto, só vi as instruções básicas KRC. Não sei se surgiriam mais menus caso houvesse um KOP instalado. E não tenho nenhum aqui que seja compatível  o KSS 8.5 ou 8.6.

Se você também quiser fazer alguns testes, se atente para alguns caveats:

O WoV 6 ainda é MUITO bugado. Então, caso queira testá-lo, faça isso em outro computador ou numa máquina virtual. E use a versão 6.0.4, a versão disponível no site da KUKA no momento da publicação deste post. Evite a 6.0.3, que  tinha mais problemas.

Na pior das hipóteses, o WoV 6 pode ser instalado em paralelo com outras versões mais antigas. Se for esse o seu caso, após a instalação, configure seu computador para que a versão padrão continue sendo a que você utilizava antes.

Os formulários Inline só funcionam em controladores com KSS 8.5 ou 8.6. Não funcionam em projetos com KSS mais antigos.

Além disso, caso seja um projeto criado do zero, que foi o meu caso, para que os formulários inline funcionem, é necessário criar, manualmente, um arquivo chamado Global_Points.dat na pasta KRC/R1/System. O arquivo pode estar vazio.


Vou deixar uma pergunta pra vocês: alguém usa o WoV para programar? Escrever programas em KRL mesmo?

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Consultando a documentação técnica da ABB usando o RobotStudio


Até pouco tempo atrás, a ABB disponibilizava sua documentação em sites específicos (cheguei a postar isso aqui). Aqueles links não estão mais funcionando.

Imagino que isso se deva ao fato da ABB ter criado um novo site de downloads que pode ajudar em alguns casos.

https://library.abb.com/en/

Mas suponha que você precise consultar um documento com certa urgência e não tenha o arquivo em seu computador, nem acesso à internet. Como fazer?

Se você tiver o RobotStudio instalado em algum computador por perto, seu problema está resolvido.

Pouca gente se atentou a isso, mas já faz muito tempo que os principais manuais vem embarcados DENTRO do RobotStudio.

Para acessá-los, basta ir no menu File, guia Help e olhar a seção Documentation.


Com exceção do item RobotStudio Help, que é específico do software, todos os outros tópicos são versões .chm dos manuais de robôs que normalmente encontramos em formato .pdf

Além dos manuais principais, existe ainda a seção Additional Resources, que traz outros manuais sobre tópicos mais específicos.


A grande vantagem de se consultar essa documentação é que ela costuma casar com a versão do RobotWare usado no RobotStudio, ou seja, se você está usando a versão mais
atualizada do RS, vai ter as versões mais atualizadas desses documentos.

Infelizmente, pelo menos por enquanto, esses documentos não estão disponíveis em pt-BR.

Os idiomas disponíveis no RS 6.08 são Alemão, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Japonês e Chinês, sendo que a documentação mais completa é a que está em inglês.